Eu vou cantar pra subir: a linha do tempo das travestis no punk rock
O rock tem, essencialmente, dois padrões: a sedução e a desobediência. A sedução dos movimentos, o quase sexual ato de tocar um instrumento; e a desobediência como base, seja de padrões, regras ou delimitações sociais. Essa liberdade transgressora se transformou em campo fértil para corpos dissidentes: pessoas trans, travestis e não-binárias encontraram, nesses sons e riffs, a possibilidade de criar novas narrativas e imaginários.
Na matéria “Eu vou cantar pra subir", o jornalista Renan Guerra aponta como o gênero musical se firma como espaço de transgressão e liberdade para diferentes corpos e vozes. Disponível na edição #166 da revista Noize, que acompanha o LP de CAMINHOS SELVAGENS (2025), da Catto, a matéria conta com depoimentos de Verónica Vallentino, do Verónika Decide Morrer, e Gabri Eliott, da eliminadorzinho.
“Tento ver o meu corpo travesti como um corpo rock 'n'roll. O meu corpo performa na vida quando saio de manhã para comprar pão, quando estou no ponto de ônibus, quando vou caminhar. Então, acredito que o punk e o rock me possibilitam esse lugar de liberdade mais agressiva”, reflete Verónica Vallentino.
Na playlist disponível para os assinantes, pincelamos artistas, que assim como a Catto, borram os limites entre gêneros, caso de Cláudia Wonder, Jayne County, Laura Jane Grace, Jup do Bairro, entre tantas outras.
