3 curiosidades por trás do disco “Pedra de Selva” (2024), de Curumin
Texto por Ana Laura Pádua
"Pedra de Selva", disco de Curumin, reúne um grande elenco de participações como Nellê, Josy.Anne, François Muleka, Funk Buia, Ava Rocha, Jéssica Caitano, Iara Rennó, Lívia Nery, Rimon Guimarães Anelis Assumpçãoe, sua parceira de vida.
Além disso, o álbum também promove um encontro potente entre ancestralidade rítmica e modernidade, fundindo batidas eletrônicas a áudios de WhatsApp e criando uma paisagem sonora que transita entre o ritual e o cotidiano.
E como todo bom disco, "Pedra de Selva" carrega grandes histórias de bastidores. O título definitivo surgiu por acaso, em um contexto totalmente inusitado, um “equívoco poético”, como o próprio Curumin define.
“Algum momento eu fui falar, acho que eu tava dentro de um Uber.. e eu fui mandar uma mensagem: ah, tô aqui nessa selva de pedra e falei ao contrário, “tô nessa pedra de selva”. Foi um engano que deu um estalo assim, sabe?.”
O disco também explora a dualidade entre natureza e concreto, entre o orgânico e o urbano. Curumin ressalta que Pedra de Selva exalta o espírito da natureza: um espírito mais espontâneo, menos rígido, mais intuitivo.
“É uma coisa fluída, buscando algo mais verdadeiro mesmo”, define o artista, reforçando a intenção de criar um trabalho que respira, que se move com liberdade e que valoriza a essência acima da forma.
Outra curiosidade é que Curumin escolheu “Flecha do Dedo” como a faixa que melhor sintetiza a proposta de Pedra de Selva. Para ele, a música concentra a essência emocional do trabalho.
“Ela fala de um momento de vazio profundo. De você olhar para frente e desejar muito alguma coisa, partindo desse lugar um pouco solitário. E eu acho que isso tem tudo a ver com a alma do disco.
