EXTRA | De Jorge Amado a Jorge Luis Borges: confira as indicações literárias de Rubel

“Os autores que eu gosto muito, não tenho certeza se estão colocados no disco de uma maneira direta, talvez indiretamente, sim. Mas eu diria que são Jorge Amado, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges. Sou fã do realismo fantástico, acho que isso está no álbum, essa maneira de brincar com frases que são simples e verdadeiras e imagens fantásticas. Enquanto estava compondo, li muito o Todas As Letras (2022), em que Gil vai comentando suas composições”, declarou Rubel à Noize.

Pedimos para que o artista nos indicasse livros de grandes autores que o inspiraram na composição das faixas de Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, edição #100 do NRC, ou que foram essenciais na sua formação. Você pode conferir com exclusividade as indicações somente aqui na área do assinante.


 

El Aleph
(1949)
Jorge Luis Borges

Uma das coletâneas de contos mais famosas do escritor argentino (também conhecido pelo clássico Ficciones, de 1944). Na obra, Borges dilui as fronteiras entre a literatura e a filosofia, em uma espécie de prosa ensaística, na qual a própria linguagem é o ponto central da narrativa.

 

O Compadre de Ogum
(1964)
Jorge Amado

Nesta obra, um dos maiores romancistas da segunda geração do modernismo brasileiro, autor de títulos como Terras do Sem-fim (1943), aborda os dilemas vividos por Massu na hora de batizar seu filho, vivendo vive entre a fé católica e o candomblé.




As Doenças do Brasil
(2021)
Valter Hugo Mãe

O autor é um dos mais renomados da língua portuguesa na contemporaneidade. Neste título, seu primeiro que tem o Brasil como cenário, o escritor reconstrói, desde a perspectiva indigena e uma linguagem repleta de lirismo, o período de colonização.



Crônica de uma morte anunciada
(1981)
Gabriel Garcia Marquéz

Principal nome do realismo fantástico e do boom da literatura latino-americana na segunda metade do século XX, o autor colombiano (conhecido por clássicos como Cem Anos de Solidão, 1967) traz neste relato, que mistura uma narrativa ficcional com a forma jornalística, a reconstrução do assassinato de Santiago Nasar.

 

Todas as letras
(2022)
Gilberto Gil

O livro reúne as letras do compositor baiano, um dos maiores nomes da música popular brasileira, com comentários do próprio sobre as suas ideias e contexto de criação. Com organização de Carlos Rennó, a obra evidencia a qualidade lírica e intelectual da obra de Gil.

 

Triste não é ao certo a palavra
(2023)
Gabriel Abreu

Livro mais recente da lista, o romance de estreia do autor carioca traz a história de um filho que, prestes a perder a mãe, começa a revirar seus arquivos, buscando compreender a mulher que o criou, resultando em um quebra-cabeças de sua subjetividade.