Do básico ao avançado: 4 setups para ouvir discos de vinil

Não existe um único conjunto de equipamentos de áudio, ou seja, um setup, possível para ouvir sua coleção de discos de vinil com qualidade. Há várias configurações que podem ser montadas para isso. Neste post, vamos falar um pouco sobre alguns setups que você pode montar, do mais simples ao mais avançado.

Se você chegou agora e está dando seus primeiros passos no mundo do vinil, recomendamos que você faça a leitura dos textos a seguir para entender tudo o que vamos falar aqui:

Entenda como funciona um toca-discos;
Entenda cada componente de um sistema de som;
Como escolher seu novo toca-discos;
Aprenda a montar um setup básico para vinil que cabe no seu bolso.

A seguir, confira quatro setups que recomendamos para curtir seus discos de vinil:



Setup 1: toca-discos com pré-amplificador embutido + caixas de som ativas



É a opção mais simples (e mais econômica) que recomendamos e, sendo assim, é um bom caminho para quem está começando com os discos de vinil e não quer gastar muito. Iniciando por aí, você vai ter equipamentos que podem durar um bom tempo e serem reaproveitados nos setups mais avançados que você queira montar posteriormente.

Neste caso, você precisa apenas de dois componentes: um toca-discos com pré-amplificador embutido (há opções novas e antigas de várias marcas, são bem comuns no mercado); e caixas de som ativas, ou seja, que já possuem amplificação interna.
Atenção: não é qualquer toca-discos ou caixa de som que funciona nesse esquema. Como dissemos, é importante que os equipamentos sejam conforme especificados acima (com pré-amplificador e amplificador embutidos, respectivamente). São essas especificidades que nos permitem dispensar o amplificador ou receiver e o pré-amplificador dedicados.



Setup 2: toca-discos sem pré-amplificador + pré-amplificador dedicado + caixas de som ativas



Este setup é um passo a mais em direção a qualidade sonora dos seus LPs, mas ainda é uma configuração básica. Adicionando um pré-amplificador, seu sistema vai ganhar mais estabilidade e o sinal de áudio, captado pela agulha no LP e transformado até chegar nas caixas de som, resultará mais limpo.

Nesta segunda opção de setup, três componentes entram em jogo: um toca-discos sem pré-amplificação; um pré-amplificador dedicado (que fará a conexão entre toca-discos e caixas de som); e um par de caixas de som ativas (com amplificação interna).

Mais uma vez, é importante que cada equipamento seja especificamente conforme descrito acima. Se seu toca-discos já for pré-amplificado, esse sistema não funcionará, pois não é possível ligar um pré-amplificador (que já está embutido) em outro. Detalhe: existem toca-discos que trazem uma chave para desligar o seu pré-amplificador embutido. Aí, nesse caso, eles podem, sim, ser conectados à entrada phono de um pré-amplificador dedicado. Mas se suas caixas de som forem passivas, sem amplificação interna, você também não vai conseguir curtir seus LPs usando essa configuração.



Setup 3: toca-discos com pré-amplificador embutido + amplificador ou receiver + caixas de som passivas



Com um receiver ou amplificador no seu sistema, você terá maior possibilidade de tensão no seu sinal de áudio, além de mais controle na distribuição do sinal pelas caixas de som. Esta é uma opção com qualidade intermediária, um setup para quem está disposto a investir um pouquinho mais para ter mais qualidade de áudio. É uma das configurações mais usadas pelos apreciadores de LPs.

Você precisará de: um toca-discos com ou sem pré-amplificação interna; um receiver ou amplificador (que pode ou não ter o pré-amp embutido); e caixas de som passivas, sem amplificação interna.

Preste atenção no seguinte detalhe: apenas um dos componentes do setup deve ter o pré-amplificador embutido. Se houver pré-amp no toca-discos, não precisa haver no receiver (e a recíproca é verdadeira). Caso o toca-discos já tenha pré-amp e não possua uma chave específica para desligá-lo, é necessário ligá-lo na entrada auxiliar do receiver ou amplificador – lembrando, não se deve ligar um pré-amp em outro. Se for possível desligar o pré-amp do toca-discos, ou se o toca-discos não tiver pré-amp embutido, aí ele deve ser conectado na entrada phono do receiver ou amplificador (ou seja, nesse caso, o receiver ou amplificador precisa ter o pré-amp embutido, que é conectado na entrada phono). Também vale ressaltar que, neste caso, é importante que a caixa de som seja passiva, sem amplificação interna.




Setup 4: toca-discos sem pré-amplificador + pré-amplificador dedicado + amplificador ou receiver + caixas de som passivas



Na nossa opinião, este é o setup que garante mais qualidade sonora, com todos os componentes dedicados. Com cada aparelho cuidando de uma tarefa específica, o seu sistema ganha estabilidade. O toca-discos capta o som gravado no LP, o pré-amplificador aumenta a potência do sinal, o amplificador aumenta a tensão do áudio e o distribui até as caixas de som, que o reproduzem.

Você precisa de um toca-discos sem pré-amplificador (ou que possa desligar seu pré-amp embutido), um pré-amplificador dedicado, um receiver ou amplificador e caixas de som passivas. Neste caso, nenhum dos equipamentos deve possuir outro componente embutido. Caso o receiver ou amplificador tenha o pré-amp embutido, a conexão do pré-amp deve ser feita na entrada auxiliar do receiver ou amplificador, e não na entrada phono (que levaria para o pré-amp).

Este setup custa um pouco mais caro, mas você pode montar ele aos poucos. Se você está começando, vá na opção 1 ou 2 e, ao longo do tempo, compre novos equipamentos para qualificar seu sistema. Vale lembrar que a qualidade dos equipamentos que você comprar é determinante para a qualidade sonora que você vai ouvir.


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